O Laboratório de Neurociências do IPq – Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP deu início a pesquisa que baseia-se em algoritmo de inteligência artificial criado no Instituto de Psiquiatria que usa informações como expressões faciais para calcular a chance de ocorrência de transtornos. Tal tecnologia auxiliará na detecção precoce de transtornos mentais, possibilitando a prevenção e tratamentos mais eficazes.

No artigo de hoje vamos falar um pouco mais a respeito deste estudo que reforça a importância da tecnologia, sobretudo, aliada à ciência. Vale a pena conferir!

Como funciona a inteligência artificial e como ela pode ser uma aliada na identificação de alguns transtornos

O funcionamento da Inteligência Artificial se baseia na combinação de grandes volumes de dados digitais e algoritmos inteligentes. Respectivamente, eles permitem ao sistema ler e interpretar padrões e informações para aprender automaticamente. No entanto, para que esse aprendizado aconteça, o sistema de Inteligência Artificial precisa ser constantemente alimentado com novos dados.

Assim, o funcionamento da IA baseia-se em:

  • Modelo de dados: estruturas utilizadas para processar, categorizar e analisar dados;
  • Big Data: disponibilização de grandes volumes de dados;
  • Poder de processamento: trata-se da capacidade operacional do sistema em processar as informações.

Entretanto, para que todo esse processo aconteça, é necessário combinar diferentes tecnologias que, juntas, possam conferir à máquina a capacidade de imitar o raciocínio lógico humano. São elas:

Assim, o principal objetivo da Inteligência Artificial é a criação de máquinas que possam emular o comportamento humano e raciocinar de maneira lógica para auxiliar em diferentes aspectos da vida humana.

Contudo, médicos do Laboratório de Neurociências do IPq – Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo iniciaram um estudo inédito que usa algoritmos de inteligência artificial com a finalidade de identificação de jovens que apresentem risco de manifestar graves transtornos mentais, como esquizofrenia, depressão e ansiedade. É passo importante para a prevenção e tratamento dessas condições.

A pesquisa une o conhecimento clínico à capacidade de o software trabalhar com as informações de maneira a fornecer uma resposta.

“Em um ambiente preparado e equipado com câmeras – de celular mesmo -, estimulamos o paciente a falar sobre sua infância, relação com seus pais, relatos de sonhos, reações a imagens de crianças, animais e sobremesas saborosas, entre outras”.

Assim, o explica o psiquiatra envolvido no estudo que todas as expressões fisionômicas, reações e manifestações são gravadas e processadas pelo software, possibilitando análises de linguagem verbal e não-verbal.

Na pesquisa piloto foram usadas imagens de vídeos de 66 adultos jovens, da cidade de São Paulo, e a partir da análise do material, um algoritmo de inteligência artificial determinou com 80% de exatidão quais os indivíduos que estavam em risco de desenvolver um transtorno mental grave.

Desse modo, é possível concluir que a tecnologia, sobretudo, a inteligência artificial poderá ajudar na detecção precoce de transtornos mentais, possibilitando a prevenção e tratamentos mais eficazes.

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